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Síndrome de Dezembro

Desejamos retransmitir na íntegra um artigo  publicado no Jornal “A Noticia” de Joinville , SC, tempos atrás, assinado pela Dra. Inajara Vilar Paiva,  psicóloga clinica  de Joinville SC, sob o Tema bastante oportuno “Síndrome de Natal” Como segue:

A partir da segunda quinzena de novembro, pode-se dizer que que se inicia a chamada “Síndrome do mês de Dezembro”. Considerando que o termo “Síndrome” significa um conjunto de sintomas, a relação de fenômenos comportamentais, nesse caso, é a elevação do nível de ansiedade que resulta numa epidemia de reações de intranqüilidade e desesperança.

As pessoas passam a sofrer uma espécie de estresse de natureza perniciosa, que denominamos de “Distresse”. Tecnicamente, é o não aproveitamento do fator estressor, o elemento que causou o atrito. Neste momento, despede-se a serenidade e instala-se uma sensação de agonia, desencadeando-se uma atitude típica de consumismo. Aproxima-se o dia de Natal e as festas de final de ano. E tudo vira um grande carrossel cuja velocidade é alta. As pessoas iniciam uma contagem regressiva e dão a entender que tem de terminar em menos de 20 dias tudo que não estavam fazendo durante quase um ano: As confraternizações, os encontros de despedidas, as preocupações com as compras de Natal e com outras  coisas não menos enervantes, angustiantes, enfim ansiogênicas.

Então observem o que a chegada do ultimo  mês do ano acarreta: Sem falar nos boletins de ocorrência  em termos gerais, com toda essa exaltação de ânimos, lotam os ambulatórios e consultórios onde haja alivio imediato.E, realmente por mais que um ser humano diga não se importar com todo esse falso cristianismo e materialismo exacerbado, internamente também arca com essas variáveis que infalivelmente contagiam. Basta o convívio. Portanto, o mês de dezembro torna-se sinô nimo de angustia, e não de paz – E quero ainda acrescentar que talvez isto explique a razão do aumento de suicídios nessa época do ano.

A chegada de Natal é associada a uma espécie de corrida maluca, atrás do vento  a que não se chega a lugar nenhum, não se chega a nada. É preciso resgatar o verdadeiro ânimo de final de ano, em que realmente haja um encerramento com reflexão no sentido fundamentalmente estrito da palavra. Que haja um trilhar com claros objetivos, pois o individuo sindrômico de dezembro na realidade não consegue sequer respirar, muito menos pensar e tampouco sentir o genuíno espírito de conclusão de ciclo, que com certeza é de natureza sábia, logo serena e pacífica, concluiu a psicóloga, Dra. Inajara Vilar Paiva.

Não há dúvida, a mídia, os órgãos de comunicação em geral, fomentados pelo comércio, enfim, todo o sistema organizado orquestradamente com objetivos únicos de faturar alto, com apelos aos sentimentos religiosos hipócritas,  contribui grandemente para toda essa euforia aparente, provocando essa tal de síndrome de dezembro.

A Dra. Inajara referiu-se no seu artigo que tudo isso era na realidade um falso cristianismo. Concordamos plenamente, acrescentando que na verdade as nossas festividades de dezembro e da passagem do ano, o chamado espírito natalino, com toda essa aparente euforia coletiva estressante, são resquícios de alguns dos costumes das antigas saturnais romanas que eram regadas com muita comilança, muita bebedeira, presentes aos amigos e familiares, orgias sexuais, e todo comportamento desregrado e indecente.

Historicamente falando, o Natal ou a data de 25 de dezembro, e todos os costumes e símbolos natalinos como o Papai Noel, a árvore de Natal etc. nada tem a ver com o nascimento de Jesus. Os cristãos primitivos do primeiro século, não festejavam a data. A respeito diz a Enciclopédia católica Vol. III, página 724 e  a Enciclopédia de Religião e Ética de James Hastings, Vol. III pag. 608, 609:

“O Natal não se encontrava entre as primitivas festividades da Igreja——-A maior parte dos costumes cristãos, que agora prevalecem—não são  costumes genuínos cristãos, mas costumes pagãos que foram absorvidos ou tolerados pela Igreja—- as saturnais em Roma, forneceram o modelo para maior parte dos costumes festivos da época do Natal”, conclui a Enciclopédia. Foi só  no 4 século D.C. que a Igreja determinou  que a data de 25 de dezembro fosse festejada em homenagem ao nascimento de Jesus. Muito antes, já por séculos, a mesma data era festejada em homenagem ao deus Mitra, ou deus Sol.

A Bíblia silencia quanto a data, pois não era costume do povo de Deus festejar ou observar data natalícia de pessoas, razão porque os cristãos primitivos  não observavam a data e por essa razão também não foi registrada na Bíblia Sagrada. Todo esse ludibrio, religioso ou falso cristianismo, com sua magia de mistura de símbolos e costumes místicos pagãos, associada à suposta data do nascimento de Jesus e os interesses comerciais envolvidos, resultou nisso que vemos, assistimos e sentimos acontecer todos os anos— a tal  síndrome de dezembro—- uma verdadeira loucura.

Já perceberam que no meio de todo esse festival estressante, Jesus ocupa um último e desprezível lugar, num cantinho no presépio meio distante e sempre como menino que ainda não fala. Destacam-se nesse cenário a figura do Papai Noel sempre homenageado e quase adorado, a sagrada árvore de natal  e os reis magos, etc. Muito pouco sabe o povo a respeito e pouco se fala das maravilhosas instruções e ensinamentos que Jesus transmitiu quando já crescido e adulto.

Muitos acreditam sinceramente que, participando de toda essa correria estressante sindrômica de dezembro significa ser cristão.

Oxalá, quão bom seria se todas as luzes que nessa época, brilham externamente tão intensamente ao nosso redor; se todo esse brilho estivesse potencialmente concentrado no interior, no coração das pessoas e brilhasse tão intensamente com a luz da verdade, da justiça e do amor revelado pela palavra de Deus, dissipando as trevas do mundo exterior. Certamente não estaríamos mergulhados em tamanha confusão e escuridão espiritual. 

 

 

                                               Nivo Walz



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