SLIDE9 SLIDE8 SLIDE7 SLIDE6 SLIDE5 Slide 3 Slide 2 Slide 1

A Páscoa (III)

FESTIVIDADE DA PÁSCOA NA CRISTANDADE — UMA HERANÇA DOS ANTIGOS PAGÃOS DA PRIMAVERA. Parte III

                                                      QUARESMA

 ”É preciso que se saiba”, disse Cassiano, monge de Marselha, (França) que escreveu no quinto século contrastando a Igreja Primitiva com a Igreja dos seus dias”, que não existia a observância dos quarenta dias, enquanto a perfeição daquela Igreja permaneceu Imaculada”. Então, donde surgiu esta observância ? A abstinência dos quarenta dias na quaresma foi tomada de empréstimo diretamente dos adoradores da deusa Istar babilônica. Tal Quaresma de quarenta dias, ‘Na primavera do ano’, ainda é observada pelos Iezidis ou adoradores do Diabo, pagãos, do Curdistão, que a herdaram de seus mestres originais, os babilônicos. Tal Quaresma de quarenta dia era também celebrada na primavera também pelos astecas, mexicanos pagãos, pois assim  lemos na obra  MEXICAN RESEARCHES (  pesquisas mexicanas ) do Alemão Von Hemboldt, vol.1 pág.404 , onde ele relata as observâncias mexicanas: “três dias após o equinócio da primavera….começava um jejum solene de quarenta dias em honra ao Deus Sol” Tal Quaresma de quarenta dias se observava também no antigo Egito, conforme vemos   ao consultarmos  o livro  EGYPTIANS, de Wilkinson, vol.1 pág. 275 em inglês . Esta  Quaresma egípcia de quarenta dias informa-nos Landseer,em  SABEAN RESEARCHES  em inglês , pág. 112, “realizava-se expressamente em comemoração  de Adônis ou Osíris , o grande deus mediário.   …. esta Quaresma parece ter sido entre os pagãos um premilinar indispensável para a grande festividade anual em comemoração da morte e ressurreição de Tamuz”. Sob a figura deste deus foi cultuado Nimrode, o fundador de babel, bisneto de Noé, “o grande opositor à JEOVÁ” de quem fala a bíblia. Nimrode sofreu morte violenta. Por isso ele foi lamentado grandemente pelos seus seguidores. Quando vivo já era cultuado como deus. A fim de perpetuar o seu culto, sua mãe Semíramis ( A posterior deusa Istar ou Istarté ), insinuou sutil e habilmente junto ao povo, de que Nimrode não havia morrido — foi levado para o mundo das trevas mas voltou à vida. Simulou isto ilustrativamente instituindo uma comemoração alusiva de observância anual, nos dias 24 e 25 de dezembro, observando o seguinte ritual:  um lenho ou tronco despojado de todos os seus ramos, era lançado na lareira e queimado na  noite  de 24 de dezembro, representando o Nimrode executado,prostrado na morte. A árvore verdinha decorada e ornamentada que se via elevada no meio das cinzas na manhã de 25 de dezembro, representava  o Nimrode morto vindo de novo à vida em nova encarnação, ressuscitado, para triunfar sobre os seus inimigos e abençoar a humanidade!  Assim, originou-se a história da  tradicional  árvore de natal, associada ao 25 de dezembro, aniversário de Nimrode.

Anualmente, durante quarenta dias (Quaresma ) faziam-se lamentações para o deus Tamuz ( Nimrode),  o mesmo que Baco, o deus grego , cujo o nome significa “  O LAMENTADO “e que era outra figura que representativa de Nimrode. Ainda outras figuras sobre as quais Nimrode foi cultuado, foram os deuses Bel, Merodaque, Marduque, Nisroque, Baal, Osiris ,Adônis,Orion, etc.

Encontramos presente ainda hoje, o mesmo espírito de lamentações e  lamurias, resquícios desta antiga tradição do culto pagão, no culto de alguns movimentos pentecostais na cristandade, não mais por  Tamuz ou Baco , mais por Jesus. Devido a isso são conhecidos pelo apelido de chorões, costumes desconhecido pela igreja dos cristãos primitivos.

 Fonte: Two Babylons (As Duas Babilônias) do monsenhor católico romano Dr. Alexandre Hislop, pág. 104/105; Grande Enciclopédia Delta Larousse, vol. 14, pág. 6535; livro “O Que Tem Feito A Religião Pela Humanidade? ” , PP. 88-90,92,93).

“Quanto à Quaresma  podemos então concluir razoavelmente que Irineu, por volta do ano 190 DC., não sabia de nada a respeito de qualquer jejum pascoal de quarenta dias. A mesma inferência se tira da linguagem  de Tertuliano, apenas alguns anos mais tarde.  … e observa-se o mesmo silêncio entre todos os  padres pré-nicenos ( antes de 325 DC), embora muitos tivessem ocasião de mencionar tal instituição apostólica se tivesse existido”.

( A Enciclopédia Católica , em inglês, edição 1910, vol. IX , pág. 152 ).

                                                                NIVO WALZ

                                                     Pesquisador de Religião



Nossos Parceiros



© Germania de Sempre 2010-2016. Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido e Hospedado na Hospeda Empresa