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Heimweh nach Schroeder

Heimweh nach Schroeder

(Zeitraum: 1940 bis 1980)

I

Im Schroeder bin ich geboren,

Schroeder ist mein Heimatland,

die Natur hat sich dort verloren,

wie schön ist dein grünes Land.

II

Dein wunderschönes grünesTal,

ist ein wunder, ein Gottes Segen.

Ach, wie gern wollte ich nocheinmal,

dort meine Jugend wieder leben!

 

III

Morgens früh vor’m Sonnenschein,

wo die Vöglein ihre lieder sangen,

ich erinnere noch ,ich war klein,

das hat so herrlich in den Ohren geklangen.

 

IV

Die blauen Berge, der Donnerschall,

auf der Weide, wo die Burschen

strebten;

ach, wie gern wollte ich nocheinmal,

dort meine Jugend wieder leben!

 

V

Wo man lebte in der Natur so frei,

Wie tiere im walde und auf’m  Feld;

da brauchte man keine Polizei,

da gab’s noch keine Liebe zu Geld.

 

 

VI

Ich erinnere so manchesmal,

die Jagt und Fische die es dort hat gegeben.

Ach, wie gern wollte ich nocheinmal,

dort meine Jugend wieder leben!

 

VII

Ich erinnere  wo die alte Schule stand;

der  Lehrer war ein brauner mann,

wo aber gut die deutsche Sprache kannt;

Emílio Silva hiess der liebe Mann.

VIII

 

Da war auch eine Schneiderei,

Adolf  Walz war der Schneidermann,

beim pfeiffen, singen und sorgenfrei,

machte er Anzüge für allermann.

 

 

IX

Da stand eine Mandiok  Mehlmühle

und’na Ziegelei;

die eigentümer, warn Manoel und Gustav Hang;

bei ihren Job, als Bub war ich oft dabei.

Die Brüdern warn Söhne von Peter Hang.

 

X

Kurt und Magali Walz Hackbarth, was haben dan die gemacht?

Sie haben allerlei Fahrräder ausrepairiert

mit viele gedult, alles gut germacht,

hauptzächlich, neugestrichen und geschmiert.

XI

Wo der Mühle klapperte am Wasserfall,

wo dem Mais mahlte, die hölzesägten.

Ach, wie gern wollte ich nocheinmal,

dort  meine Jugend wieder leben!

 

 

 

XII

Da war auch die Schmiderei,

der schmid, der deustche Karl Keil,

machte Werkzeuge allerlei,

hauptzählich, Holzbohrer mit der Feil.

 

XIII

Kurt Berchtold, wer hat im nicht gekannt?

Er war ein furchtlose Arbeiter gewesen.

Ich irennere wo die erste Benzinpumpe

stand;

er war der erste Eigentümer gewesen.

XIV

Beim Alfred Pasold jeder wochemal,

hatt’s  Griefen, Wurst und Käse gegeben.

Ach, wie gern wollte ich nocheinmal,

dort meine Jugend wieder leben!

 

 

XV

Honich kuchen, warmen schnecken,

hatt Heinrich Flohr künstlich gemacht,

auch Apfelstrudeln und noch viel zuleken,

weit in fern immer dran gedacht.

 

 

XVI

Da war auch ein heilmittelhaus,

Herbert  Schubert war der Apothekermann,

wo behandelte die Leute im ihren haus,

mit heilmittel, viele Gedult, und alles was  gehert daran.

XVII

Beim Gustav Bauer in seinTanzsaal,

hattes immer hübsche Mädchen gegeben.

Ach, wie gern wollte ich nocheinmal,

wort meine Jugend wieder leben!

 

XVIII

Im Schroeder sind auch geboren

Werner Voigt und Eggon Silva,

Wo gründeten die Weg ElecktroMotoren. Eggon ist  Sohn von lehrer Emílio da Silva.

 

XIX

Ich erinnere noch wie die Glocken klangen,

wie der Bauer schuffte mit voller Lust,

die Chöre Volkslieder sangten,

die handharmonika  spielte “Waldeslust.”

 

XX

Ich erinnere ja so manchesmal,

wie dort die Leute in frieden lebten.

Ach, wie gern wollte ich nocheinmal,

dort  meine Jugend wieder leben!

 

 

XXI

Die Jugend kommt nie wiedermehr,

solche Zeiten gibt’s nur einmal im Leben.

Ich wünsche nur jetz wenn’s mögl ich wär,

Im Schroeder, inns grab zu Frieden legen.

 

 

 

Urheber:

NIVO WALZ

 

Saudades de Schroeder

(Período: de 1940 a 1980)           

I

Em Schroeder foi onde nasci,

Schroeder é minha terra natal,

a natureza perdeu-se por lá,

como é  bela sua  verdejante terra.

II

Seu maravilhoso verde vale,

é uma maravilha, uma benção de Deus.

Ah! Como gostaria novamente,

viver minha juventude ali!

III

Bem cedinho antes do sol raiar,

onde os passarinhos suas canções cantavam,

recordo ainda, eu era pequenino,

como soava agradável aos ouvidos.

IV

As montanhas azuis, o  estrondo do trovão,

nas pastagens onde a gurizada

saltitava.

Ah! Como gostaria novamente,

viver minha juventude ali!

 

V

Onde se vivia livre na natureza,

como os animais na floresta e no campo;

aonde não havia necessidade de policiais,

aonde ainda não havia o amor ao dinheiro.

VI

Recordo muitas vezes,

da caça e pesca que lá havia.

Ah! Como gostaria novamente,

viver minha juventude ali!

 

 

VII

Recordo  aonde havia aquela velha escola;

o professor era um homem moreno

que falava bem o alemão;

Emílio Silva chamava-se este homem querido.

 

VIII

 

Havia também uma alfaiataria,

Adolfo  Walz era o alfaiate, que,

assobiando, cantando e

despreocupado,

fazia vestimentas para todos.

 

IX

Lá havia um moinho de farinha de mandioca e uma olaria;

os proprietários eram Manoel e Gustavo Hang;

ainda garoto, participava muito

das suas atividades.

Os irmãos eram filhos de Pedro

Hang.

X

Kurt e Magali Walz Hackbarth, o que eles faziam?

Eles consertavam todo tipo de bicicletas,

com muita paciência faziam tudo bem feito,

principalmente, pintura e engraxar.

XI

Onde o moinho junto à queda d’água,

moía o milho e serrava madeiras.

Ah! Como gostaria novamente ,

viver minha juventude ali!

 

XII

Lá havia também a ferraria,

o ferreiro, o alemão Karl Keil,

fazia ferramentas diversas,

especialmente, brocas para  madeira com a lima.

 

XIII

Kurt Berchtold, quem não o conheceu?

Ele era um destemido trabalhador.

Me lembro aonde havia o primeiro posto de gasolina;

ele foi o primeiro proprietário.

 

XIV

Lá no Alfredo Pasold toda semana,

havia torresmo, lingüiça e  queijo.

Ah! Como gostaria novamente,

viver minha juventude ali!

 

XV

Cuca de mel e chineque quentinhos,

Henrique Flohr fazia com arte,

também strudel de maça e muitas lambetas;

longe , distante, me vinha à lembrança.

XVI

Havia também uma farmácia,

Herbert  Schubert  era o farmacêutico,

o qual tratava as pessoas em suas casas com remédios, muita paciência, tudo que fosse preciso.

XVII

Lá no Gustavo Bauer, no seu salão de baile,

havia sempre moças bonitas.

Ah!Como gostaria novamente ,

viver minha juventude ali!

XVIII

Em Schroeder também nasceram, Werner Voigt e Eggon Silva que fundaram a Weg Eletromotores.

O Eggon , é filho do professor Emílio Silva.

 

XIX

Ainda recordo o badalar dos sinos,

do agricultor trabalhar com afinco,

dos corais cantarem canções populares,

da harmônica de mão interpretar tradicionais melodias.

XX

Recordo-me tantas vezes,

como o povo lá vivia em paz.

Ah! Como gostaria novamente,

viver minha juventude ali!

 

 

XXI

A juventude não volta mais,

tempos assim só dá uma vez na vida.

Desejo agora somente, se possível for,

em Schroeder, na sepultura, em paz deitar.

 

 

 

Autor:

NIVO WALZ



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