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A Páscoa (II)

FESTIVIDADE DA PÁSCOA NA CRISTANDADE – UMA HERANÇA DOS  ANTIGOS RITUAIS PAGÃOS DA PRIMAVERA.


                  A PÁSCOA (parteII)

O artigo sob o titulo” Prazer Sexual e a Igreja Católica”, foi assinado por Leonardo Boff, teólogo e ex-padre, conforme publicado no jornal “A Noticia” de Joinville, SC, citando em parte como segue:

“…Cabe citar aqui uma tradição que perdurou na Igreja  por mais de mil anos, conhecida pelo nome do risus paschalis (riso pascoal) Ela significava a presença do prazer sexual no espaço do sagrado, na celebração da maior festa “cristã”, da Páscoa.

Trata-se do seguinte fato, estudado com grande erudição pela  téologa italiana Maria Caterina Jocobeli em sua obra”il risus Paschuales e il fondamento teologico del piacere sessuale”, Bréscia, 2004, como segue: “Para ressaltar a explosão de alegria da Páscoa em contraposição a tristeza da quaresma, o Sacerdote da missa da manhã de páscoa devia suscitar o riso ao povo na presença de pais com seus filhos. E fazia-o por todos os meios,mas sobretudo recorrendo ao imaginário sexual. Contava piadas picantes, usava expressões eróticas e encenava gestos obscenos dramatizando relações sexuais. E o povo ria que ria . Esse costume é encontrado já em 852, em Reims, na França, e se estendeu por todo o norte da europa, na Itália,Espanha e até 1911 na Alemanha. O celebrante assumia a cultura dos fieis em sua forma popularesca, plebéia, imoral e obscena. Para expressar a vida inaugurada pela ressureição, dizia essa tradição nada melhor que apelar para a fonte de onde nasce a vida humana: a sexualidade com o prazer que acompanha . Podemos discutir o metodo como impertinente, mas ele revela na igreja outra postura, positiva e alegre face à sexualidade”, conclui o artigo .

Tal método impertinente na Igreja , sem dúvida representava ainda um resquício ou reflexo do costume das práticas imorais pagãs do culto à fertilidade na primavera, desde a antiguidade remota, praticada principalmente pelos cananeus demonólatras, conforme informa a obra Recent Discoveries in Bïble lands [Descobertas Recentes em Terras Bíblicas]: “A primavera era sagrada  para os adoradores  do sexo da Fenícia. A deusa da  fertilidade ,Astartéia ou Istar” [Afrodite para os gregos] Tinha como símbolos o ovo e a  lebre.Tinha uma insaciável sede de sangue de sexo imoral. Suas estátuas variademente a representavam grosseiramente exagerados, ou com um ovo na mão e um coelho ao lado. A prostituição sagrada fazia parte do seu culto. Em Canaã, a Deusa do sexo era considerada esposa do Baal. Ela era honrada  com inebriantes orgias sexuais, crendo os adoradores que suas relações sexuais imorais ajudariam a realizar o pleno dispertar e união conjugual com sua esposa. Em nenhum outro país se encontrou um número tão relativamente grande de figuras  da nua Deusa da Fertilidade, algumas distintamente obcenas”.

                                              NIVO WALZ

                                       Pesquisador de religião​



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